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| Foto by Nádia Martins |
O habitual companheiro das águas mais bravas, Jorge Rabiço, ligou-me na Quarta-feira, e em breves palavras me perguntou se Domingo estaria a trabalhar, pois rumava ao Castro (rio que eu ansiava e desesperava por fazer).
No Sábado à meia-noite saí do trabalho, rumei a Ponte da Barca, esperei pelo Rabiço e quando este chegou instalei-o em minha casa.
Às 8 eu estava preparado para seguir para o rio, e após algumas e habituais demoras, eu, o Xanuco, a Nádia e o Rabiço Cabra Montês, estávamos a caminho do rio.
Chegamos à ponte da Ameijoeira, onde o Matthias Thomann e a Elisabeth esperavam por nós à umas duas horas. Aproveito para vos dar a conhecer o blog do Mathias, um homem calejado do rio que tira fotos fantásticas, e tem uma paciência de Jó, caso contrário não esperava por nós, www.aquatikayak.ch.
Entramos na água eram 11h... sim 11h. Só quando se fez noite percebi quão tarde entramos na água.
O rio começa calmo, 22 na régua debaixo da ponte. Mas mal chegamos ao primeiro rápido, o rio impõe o respectivo respeito, e sentimos... "vai ser um looongo dia!!".
A parte 1 do Castro é composta por vários rápidos classe IV "puxadinhos",que juntos naquele isolamento formam secções de classe V, mais uns "autoclismos" e umas rampas... enfim, tudo o que um rio precisa para que o divertimento seja garantido.
Entramos na parte 2 e tudo muda. O rio dá lugar a um cenário de "boulder garden", muito continuo e cheio de acção, até que chegamos às cascatas do Castro. Três fantásticas quedas de água, perfeitas para quem se inicia no estilo de kayak vertical.
O rio é o mais desafiante de Portugal muito provavelmente, e fazer as partes 1 e 2 no mesmo dia não facilita nada. Mas a verdade é que só senti realmente medo depois dos três cascatões. Um rappel de 20 ou 30m numa portagem obrigatória. Ora eu nunca tinha experimentado ficar pendurado por uma corda, em total inexperiência, com o Rabiço a fazer os nós na corda, e o Claúdio e o Xanuco que ali se encontravam a fazer report de imagem, eu senti medo. Mesmo assim, atirei-me por ali a baixo. Bem ou mal... cheguei até à água.
A partir daqui o rio deve ser muito engraçado, cerca de 1km classe IV boulder garden. E eu digo que "deve" porque a partir do rappel, e pode custar acreditar, mas eu e o Rabiço fizemos o rio sem luz, completamente noite. Ás vezes caía na real e receava.... mas a verdade é que nos estava a saír bem.
Chegamos ao fim estafados, mas chegamos. Uma descida que me marcou para sempre, por todas e mais algumas razões.
Obrigado ao Jorge Rabiço, o melhor canoísta que conheço.
Este filme é uma pequena edição das partes que foi possível registar. Obrigado ao Cláudio pelas filmagens que me cedeu.
Desculpem as falhas mas é a minha primeira edição, tentarei fazer melhor da próxima vez.

Mereceis sempre parabéns por tudo o que tem feito. grandes rios e grandes remadores não é só lá fora.
ResponderEliminarVocês sois GRANDES...
Márcio Pinto
Vou estudar esse rio, é o meu próximo...
ResponderEliminarParabéns pela edição.
Oh Mendes foste tu q colocaste o post anterior. N enganas ninguém !
ResponderEliminarAss: Jefferson Mocambilha
Oh Macambilha Pinto Félix... Olha que o comment nao é do nosso cabo!!!
ResponderEliminarahahahaha